O Departamento de Justiça e a Administração de Combate às Drogas (DEA) dos EUA anunciaram nesta quinta-feira, 23, a emissão de uma ordem que torna menos restritivos os produtos que contêm maconha aprovados pela Agência Reguladora de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), além de produtos de maconha regulamentados por uma licença estadual para fins medicinais.
A confirmação da medida não trouxe ímpeto adicional às ações de empresas relacionadas, que realizaram ganhos computados na véspera. A Curaleaf caiu 24% e a da Canopy Growth cedeu 12,7% em Toronto, após dispararem na véspera impulsionadas por notícia de que os EUA poderiam em breve reclassificar a droga. Os papéis da Tilray Brands perderam 11,82% na Nasdaq.
O Procurador-Geral interino Todd Blanche está incluindo tanto os medicamentos aprovados pela FDA que contêm maconha, quanto os produtos de maconha medicinal sujeitos a uma licença estadual qualificada, na Lista III, para reclassificar drogas e cumprir as obrigações dos Estados Unidos perante a Convenção Única sobre Entorpecentes. "Essa ação reconhece a longa tradição de regulamentação da maconha medicinal pelos governos estaduais e a necessidade de uma abordagem sensata para essa realidade", informou o comunicado do DoJ.
"O Departamento de Justiça está cumprindo a promessa do Presidente Trump de ampliar o acesso dos americanos a opções de tratamento médico", disse Blanche. "Essa reclassificação permite pesquisas sobre a segurança e a eficácia dessa substância, proporcionando, em última análise, melhor atendimento aos pacientes e informações mais confiáveis aos médicos."
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