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Flávio Bolsonaro nega ter mentido sobre ligação com Vorcaro: 'Não tem nada para me pegar'

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, afirmou nesta sexta-feira, 15, em entrevista à CNN Brasil que não mentiu quando negou ter cobrado dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, minutos antes da reportagem do The Intercept publicar o contrário. Flávio voltou a sustentar que omitiu a relação com Vorcaro por causa de um contrato de confidencialidade sobre o filme "Dark Horse", que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Eu não foi pego na mentira. Se alguém não compreendeu a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu estou nesse processo e eu sabia que tudo isso iria acontecer, essa perseguição", declarou o pré-candidato à Presidência.

Flávio disse ainda ser vítima de uma perseguição por parte do governo federal, que estaria utilizando a imprensa para atacá-lo devido ao crescimento dele nas pesquisas. Ele declarou que não cometeu irregularidades: "não tem absolutamente nada para me pegar".

"Sempre soube que o PT iria jogar sujo, eu sempre soube da dificuldade que iria ser e eu sei que vai ser difícil esse caminho até lá. Mas eu quero falar para todo mundo que eu estou preparado. (...) Não vão roubar a nossa esperança, vamos sair disso muito mais forte do que entramos", disse o senador.

Flávio disse ainda que irá "incomodar muita gente" e que está colocando a vida dele em risco ao se candidatar à Presidência. Enquanto era questionado sobre os milhões solicitados por ele a Vorcaro, o senador declarou que está fazendo agendas de pré-campanha com coletes à prova de bala e faca.

No áudio divulgado pelo Intercept, datado de 8 de setembro, Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Segundo o Intercept, o valor negociado seria o de R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões sendo destinados para a produtora do longa. O senador estaria então solicitando o pagamento do restante da cifra.

"Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está um momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", diz o senador. Ao pedir dinheiro para Vorcaro, Flávio diz que havia risco de calote sobre o ator principal que interpreta Bolsonaro, Jim Caviezel, e o diretor da obra, Cyrus Nowrasteh.

Flávio ainda diz a Vorcaro que sabe que o banqueiro "está passando por um momento dificílimo aí também, com essa confusão toda", em referência à crise vivida pelo Master antes da liquidação pelo Banco Central (BC), em novembro do ano passado.

Em outras mensagens obtidas pelo Intercept, Flávio ainda escreve ainda a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs", disse.

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