O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira, 8, que, caso seja eleito, pretende cortar de 39 para 27 o número de ministérios. Segundo ele, o número ainda está em avaliação e "pode ser reduzido".
"Há hoje 39 ministérios, e a gente está trabalhando com algo em torno de 27 ministérios. A gente começou a botar no papel, não tem uma apresentação ainda, mas é um número que acredito que possa ser reduzido ainda para enxugar bastante a máquina pública", declarou, em entrevista à CNN Brasil.
Flávio citou o patrimônio imobiliário da União como alternativa para reforço de caixa. "Temos mais de R$ 1 trilhão em imóveis avaliados que são da União. Podemos dar continuidade, como começou o presidente Jair Bolsonaro, de colocar à venda esses imóveis ou com um fundo que faça a gestão", falou.
Ele também mencionou a possibilidade de venda de participações acionárias da União em empresas estatais. "A União participa em diversas empresas pelo Brasil que podem ser vendidas e mais caixa que pode ser feito para a União".
O senador afirmou, porém, não ter recebido nenhuma versão de seu plano de governo, mas que pretende utilizar ferramentas tecnológicas para monitorar gastos públicos. "Vamos usar uma espécie de compliance tecnológico que vai ter uma fiscalização com inteligência artificial que vai dificultar muito, para não falar que vai impossibilitar o desperdício de dinheiro público em todas as áreas".
O parlamentar voltou a negar que sua campanha discute mudanças na política de reajuste previdenciário e trabalhista: "Não está em discussão na nossa pré-campanha esse assunto do salário mínimo, de mudar o critério para atualização de pensões. É fake news essa história."
EUA e Lula
Flávio comentou a reunião realizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Lula perdeu mais uma grande oportunidade de trazer algo concreto para o Brasil, como, por exemplo, fazer uma parceria para combater o crime organizado. Fica parecendo que ele fala mais uma vez para defender os seus eleitores, o CV, o PCC, que continuam trabalhando no Brasil como se nada tivesse acontecendo", disse Flávio, referindo-se às organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
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