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Para FMI, Brasil está 'relativamente bem posicionado' para enfrentar a turbulência global

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o Brasil está "relativamente bem posicionado" para enfrentar a turbulência global devido à guerra no Oriente Médio. No entanto, ela cobrou esforços para fortalecer as finanças públicas domésticas e a continuidade de reformas.

Georgieva se reuniu na terça-feira, 14, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, às margens das reuniões de Primavera do organismo, que acontecem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo ela, foi uma "boa reunião". "O Brasil está relativamente bem posicionado para enfrentar a turbulência global", escreveu a diretora-geral do FMI, em seu perfil no X, nesta quarta-feira, 15.

O FMI melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual em relação à atualização feita em janeiro.

Apesar disso, o FMI demonstrou maior ceticismo em relação às contas públicas brasileiras. O organismo prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo.

Se o FMI estiver certo, a dívida pública brasileira alcançará 100% do PIB antes mesmo da economia mundial como um todo. O Fundo espera que a dívida pública global alcance a 100% do PIB até 2029, um ano antes da previsão do organismo feita há um ano.

"Os esforços para fortalecer as finanças públicas são bem-vindos, e a continuidade das reformas aumentaria ainda mais a resiliência", avaliou Geoergieva.

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