A alta de 0,1% no volume de serviços prestados em fevereiro ante janeiro não altera o cenário para o setor no País. Os serviços permanecem impulsionados por segmentos que ganharam ritmo no pós-pandemia, como tecnologia da informação e transporte de carga, avaliou Luiz Carlos Almeida Júnior, analista da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em janeiro de 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"A trajetória de mais longo prazo dos serviços não se altera, (os destaques) são serviços que no pós-pandemia estão dando um pouco mais de ritmo para o setor de serviços como um todo", disse Almeida.
Três das cinco atividades registraram avanços em fevereiro: serviços de informação e comunicação (1,1%), transportes (0,6%) e serviços prestados às famílias (1,4%). Houve quedas nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e nos outros serviços (-0,4%).
Enquanto o setor de tecnologia da informação vem com bom desempenho especialmente desde a pandemia, e o transporte de cargas mostra dinamismo puxado pela safra recorde e pelo comércio online. O segmento de transportes só não teve expansão ainda maior por conta do aumento das tarifas aéreas, que levaram o subsetor de transporte aéreo para o território negativo em fevereiro. Quanto aos serviços prestados às famílias, houve ajuda da celebração do carnaval.
"Lembrando que é sempre mais difícil você conseguir manter o crescimento acelerado quando você tem uma base de comparação já muito forte", apontou o pesquisador. "Setores mais dinâmicos costumam andar dessa forma, um mês crescem mais, no outro mês têm uma devolução. Mas, mais no longo prazo, eles mostram mais dinamismo."
Na comparação com fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5% em fevereiro de 2026, o 23º resultado positivo consecutivo.
O índice de difusão - que mostra o porcentual de serviços com crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior - passou de 48,2% em janeiro para 44,6% em fevereiro.
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