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USP anuncia nova cota para vestibular; saiba quem poderá concorrer

O vestibular da Universidade de São Paulo (USP) terá reserva de vagas para pessoas com deficiência (PcD) a partir de 2028. A universidade anunciou a criação de um grupo de trabalho para definir as diretrizes para a implantação da nova cota do processo seletivo. A inclusão da reserva de vagas para PcD atende a lei estadual 18.167, publicada em julho do ano passado, que determina a inclusão da cota em cursos técnicos e de graduação das instituições paulistas.

O grupo de trabalho, formado por representantes da universidade, coletivos de pessoas com deficiência e especialistas no tema, terá 120 dias para analisar a legislação, discutir critérios para a reserva de vagas e elaborar a minuta da resolução que passará pela análise dos colegiados da USP. "(O grupo) terá total autonomia para elaborar a proposta", afirmou o pró-reitor de graduação, Marcos Neira.

O documento elaborado pelo grupo será avaliado pela Câmara de Cursos e Ingressos e pela Câmara para Políticas de Inclusão de Pessoas com Deficiência. Após a análise, e os ajustes solicitados, a resolução passará por discussão e votação no Conselho de Graduação e no Conselho de Inclusão e Pertencimento.

Somente depois de aprovada pelos colegiados, a proposta será apresentada ao Conselho Universitário, instância máxima. A previsão da reitoria da universidade é a de que os critérios passem por essa análise até o primeiro semestre de 2027.

Conforme a lei estadual, o percentual de vagas reservadas será, no mínimo, igual ao percentual de pessoas com deficiência na população do Estado, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último censo, 6,8% da população declarou ter algum tipo de deficiência. No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos, as remanescentes poderão ser preenchidas pelos demais candidatos.

"A abertura de cotas para estudantes com deficiência representa um marco nas ações direcionadas à inclusão na USP. Entendemos que é um passo desafiador em diferentes aspectos, mas, sobretudo, consideramos a importância de garantir o acesso e tornar a universidade ainda mais plural. Certamente, iremos aprender muito durante este processo e com todas as pessoas que chegarem à USP pelo novo sistema", afirma a pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Patrícia Gama.

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