A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais nesta sexta-feira, 1.º, para falar da evolução do estado de saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após cirurgia no ombro direito realizada pela manhã no hospital DF Star, em Brasília.
"Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento - que é normal não se mexerem por conta do anestésico - já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus!", escreveu.
A cirurgia transcorreu bem, segundo boletim médico. Mais cedo, Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica que atende Bolsonaro, afirmou na saída do hospital que o procedimento demorou três horas e que não havia previsão de alta.
A cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A defesa havia pedido a autorização em 21 de abril, a partir de exames da equipe médica que acompanha o ex-presidente.
Segundo os relatórios médicos enviados ao STF, Bolsonaro se queixava de "dores recorrentes e intermitentes" no ombro que exigiam uso diário de medicação analgésica.
Conforme o boletim do DF Star, foi realizado um "reparo artroscópico do manguito rotador à direita", relacionado à articulação do ombro direito.
Na decisão, Moraes autorizou Michelle a acompanhar Bolsonaro "durante todo o período da internação, período em que todas as visitas estarão suspensas, inclusive dos advogados e demais familiares, salvo autorização judicial". Ela não poderia usar o celular no leito.
O ministro ainda determinou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, tomasse providências para escolta nos trajetos entre residência e hospital e para "garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar". "Evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor", escreveu.
Moraes também estabeleceu que a defesa tem 48 horas após a cirurgia para apresentar ao STF relatório médico detalhado sobre o procedimento realizado pelo ex-presidente.
O ministro ainda determinou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, tomasse providências para escolta nos trajetos entre residência e hospital e para "garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar". "Evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor", escreveu.
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