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10 profissões curiosas do passado que praticamente desapareceram

10 profissões curiosas do passado que praticamente desapareceram

Do homem que batia na janela para acordar operários ao leitor pago para entreter trabalhadores de fábricas de charuto, relembre ofícios que já foram comuns e foram apagados pela tecnologia.

Toda revolução tecnológica cria empregos e apaga outros. O que hoje se discute a respeito da inteligência artificial já aconteceu com a lâmpada elétrica, o despertador mecânico, o telefone automático e o computador pessoal — cada um deles tornou obsoleta uma ocupação que sustentava famílias inteiras. A lista a seguir reúne dez ofícios que já foram absolutamente corriqueiros e que hoje sobrevivem apenas em fotografias, registros de censo e alguma encenação turística.

1. Acendedor de lampiões — antes da iluminação elétrica, percorria as ruas ao anoitecer com uma vara comprida para acender, um a um, os lampiões a gás, e repetia o trajeto ao amanhecer para apagá-los.

2. Despertador humano (knocker-upper) — comum na Inglaterra industrial, batia com uma vara nas janelas dos operários no horário combinado, mediante pagamento semanal. Sumiu quando o despertador ficou barato.

3. Computador humano — antes de a palavra designar máquinas, "computador" era o cargo de quem fazia cálculos à mão, em grandes equipes, para tabelas de navegação, astronomia, balística e, mais tarde, para a corrida espacial.

4. Leitor de charutaria — contratado pelos próprios torcedores de charuto em Cuba e na Flórida, lia jornais e romances em voz alta durante o expediente para aliviar a monotonia do trabalho manual.

5. Telefonista de mesa — conectava manualmente as chamadas encaixando cabos em painéis. A comutação automática eliminou milhares desses postos ao longo do século 20.

6. Armador de pinos de boliche — antes das máquinas, garotos ficavam no fundo da pista recolhendo e repondo os pinos a cada jogada, muitas vezes desviando de bolas.

7. Cortador de gelo — recortava blocos de lagos congelados no inverno e os estocava em depósitos isolados com serragem para abastecer geladeiras domésticas até a chegada da refrigeração elétrica.

8. Ratoeiro urbano — profissional pago pelas prefeituras para caçar ratos em cidades densamente povoadas, função que combinava controle de pragas e saúde pública.

9. Linotipista — operava as máquinas que fundiam linhas de tipos em chumbo para a impressão de jornais, ofício varrido pela fotocomposição e pela editoração eletrônica.

10. Datilógrafo de repartição — em bancos, cartórios e órgãos públicos, existiam salas inteiras de profissionais dedicados exclusivamente a bater documentos à máquina, com exigência de velocidade e precisão medidas em teste.

O padrão que une todos esses casos é o mesmo: nenhuma dessas profissões acabou por decreto ou por falta de qualidade dos trabalhadores. Elas desapareceram porque a tarefa central que executavam passou a ser feita por um dispositivo mais barato e constante. Vale notar, porém, que a extinção raramente foi imediata — em vários casos levou décadas, e boa parte dessa mão de obra migrou para funções vizinhas criadas pela mesma tecnologia que a substituiu.

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