O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que relatou a reforma tributária na Câmara, defendeu nesta quinta-feira a implementação das mudanças após declarações da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) críticas a alguns mecanismos, como o split payment, recurso que recolhe impostos automaticamente no momento da compra de um serviço ou produto.
"Passamos seis anos trabalhando nesse tema, que é um legado para o País. Esse é um projeto de Estado que moderniza o nosso sistema tributário, simplifica, que traz um ganho para a economia extraordinário", afirmou Aguinaldo após se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no início da noite desta quinta-feira, 8.
O parlamentar disse acompanhar a implementação da reforma, que começa em 2027. Ele disse ter a certeza de que o País irá avançar com a reformulação, "que moderniza, simplifica e traz transparência ao povo brasileiro, que é quem vai ser mais beneficiado com o advento da reforma tributária, trazendo um IVA moderno". Na sequência, Aguinaldo disse ter uma preocupação pessoal com uma politização do tema.
"Como vi muita movimentação, vim aqui saber exatamente como estavam esses passos, a preocupação com algumas afirmações que eu tenho visto na imprensa, por exemplo, o split payment, que é uma peça moderníssima, poderia trazer dano a qualquer brasileiro que quer que seja, quando, na verdade, ele é um instrumento de modernização que vai ajudar, inclusive, a gente ter uma alíquota mais baixa", defendeu.
De acordo com ele, o instrumento amplia a base de arrecadação e, com isso, barateia o imposto para todos os brasileiros.
Por último, ele lembrou que a discussão passou por dois governos, tendo iniciado ainda em 2019. "Nós temos um tema que é muito importante para o País e a gente não pode deixar que esse tema - e é uma preocupação minha, pessoal - seja contaminado por qualquer tipo de debate, inclusive o debate eleitoral que nós estamos vivendo."
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