O ministro da Fazenda e coordenador econômico do candidato à reeleição à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dario Durigan, disse ser impossível fazer um ajuste fiscal de mais de R$ 200 bilhões sem afetar políticas públicas ou reajustes a servidores, beneficiários de programas sociais ou outros.
"Eu te digo, é impossível, totalmente impossível, fazer um resultado para o ano que vem de R$ 200 bi sem você ter comprometimentos graves em uma série de serviços básicos", afirmou em entrevista ao UOL.
O ministro disse que esse entendimento não é de um acadêmico, mas sim de alguém que trabalha com o fechamento do Orçamento anualmente e sabe a disputa que há entre diferentes forças para conseguir um espaço para suas políticas.
Em referência indireta a uma fala da coordenadora de economia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, Durigan afirmou que não é possível trocar grande parte dos servidores por IA porque um terço destes são professores.
"Outro dia eu vi uma interlocutora do Flávio dizendo, 'não, tem que trocar servidor público por IA'. Pô, mas um terço dos servidores públicos do governo federal são professores. O que nós vamos voltar a ter? Ataque à universidade? A universidade vai virar inimiga do governo, como foi no governo Bolsonaro?", completou.
Durigan finalizou dizendo que é preciso melhorar o fiscal do País, mas sem ter retrocesso para que isso aconteça.
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