A Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, apresenta extensa proliferação de algas, com manchas que ocupam parte da superfície da água, conforme imagens registradas nesta quinta-feira, 3.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a presença de plantas aquáticas na represa está associada ao fenômeno da eutrofização, que pode ser intensificado por condições como altas temperaturas, chuvas e maior disponibilidade de nutrientes na água. A companhia disse que monitora regularmente a qualidade da água do reservatório e acompanha a situação.
Os registros mostram a concentração do material em um trecho que se estende das proximidades do Rodoanel Mário Covas até áreas das encostas da represa.
Um morador já havia registrado o fenômeno em 20 de agosto e publicado nas redes sociais. O piloto de barco Augusto Bat chamou atenção para a dimensão do problema. "Olha a situação das algas aqui na represa do Guarapiranga, completamente tomada. Ela está indo lá para a Avenida Atlântica", disse.
Na sequência, Augusto afirmou que tentaria seguir sentido Rio Embu-Guaçu e relatou dificuldades para navegar na região. Segundo ele, a quantidade de algas tornava impossível circular pelo local.
Em outro vídeo, publicado no dia seguinte, Augusto mostrou um novo trecho da represa tomado pelas algas e destacou a expansão do fenômeno.
O Estadão procurou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e aguarda retorno.
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