Os preços dos alimentos consumidos em casa recuaram 0,61% em agosto, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE, dando novo alívio ao orçamento das famílias brasileiras. O grupo Alimentação e Bebidas como um todo caiu 0,34% no mês e foi um dos principais responsáveis pela deflação de 0,32% registrada pelo índice oficial de inflação.
O destaque ficou com hortaliças e tubérculos, que tiveram queda de 12,37% no mês. A batata-inglesa ficou 19,89% mais barata, seguida pela cenoura, com recuo de 11,22%, pela cebola, com 11,07%, e pelo tomate, com 10,94%. O morango caiu 9,94%, ainda que siga 55,31% mais caro do que em janeiro. O ovo de galinha recuou 4,15%. O café moído caiu 1,86% em agosto e acumula queda de 15,26% no ano, revertendo a forte alta observada em períodos anteriores, e o açúcar cristal recuou 1,35%.
Nem todos os itens da cesta seguiram o mesmo caminho. O leite longa vida subiu 1,78% no mês e acumula alta de 27,33% em 2026, um dos maiores avanços entre os produtos acompanhados. As carnes subiram 0,61% em agosto, com aumento de 6,22% no ano; o filé de peito de frango avançou 2%, enquanto a carne suína recuou 1,30%. O comportamento desigual mostra que o alívio se concentrou sobretudo nos itens in natura, mais sensíveis às condições de safra e clima.
Foi o terceiro mês consecutivo de queda nos preços dos alimentos, movimento que ajuda a explicar a desaceleração do IPCA acumulado em 12 meses para 4,22%. O quadro reduz a pressão sobre a inflação de curto prazo, ainda que economistas alertem que a recomposição de preços de proteínas e derivados de leite pode limitar o tamanho desse alívio nos próximos meses.
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