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Após protestos na Espanha, Sánchez nega que Marrocos esteja por trás de crise em Ceuta

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, negou nesta quinta-feira, 3, que o governo de Marrocos tenha planejado ou executado o episódio que desencadeou a maior crise fronteiriça recente no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África. A declaração ocorreu no Parlamento, um dia após protestos em dezenas de cidades espanholas, convocados em apoio ao território e marcados por palavras de ordem contra o chefe de governo.

A crise teve seu ponto mais agudo em 30 e 31 de julho, quando cerca de 72 mil pessoas cruzaram a fronteira com Marrocos rumo ao território espanhol, muitas nadando ou escalando barreiras. O governo espanhol afirma que a maioria voltou rapidamente ou foi devolvida, mas milhares ainda permanecem em Ceuta semanas depois - entre eles, cerca de 1.200 menores, segundo Madri. Autoridades locais apontam um contingente maior.

Pressionado por deputados da oposição, Sánchez disse não haver "evidências sólidas" de participação direta de Rabat e afirmou que nenhuma instituição, incluindo canais europeus e organismos internacionais, teria apresentado provas nesse sentido. Ao mesmo tempo, reconheceu que, durante um intervalo de aproximadamente 10 horas no dia 30 de julho, forças marroquinas "permitiram" a passagem, antes de retomarem o controle.

O premiê prometeu divulgar relatórios sobre o episódio, mas não indicou prazos nem detalhou o conteúdo. Também elevou o número oficial de mortos para 141, acima de estimativas anteriores divulgadas por autoridades espanholas e marroquinas, sem explicar publicamente como o novo total foi calculado.

A crise ganhou dimensão política. O líder conservador Alberto Núñez Feijóo acusou o governo de fraqueza e questionou por que Sánchez "tem medo" de Marrocos, enquanto parlamentares pedem respostas e há cobranças por eleições antecipadas. O governo, por sua vez, atribui parte da corrida à fronteira à desinformação nas redes e anunciou 309 milhões de euros em ajuda para aliviar a pressão sobre serviços, segurança e acolhimento em Ceuta.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

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