A Refinaria de Moscou, operada pela Gazprom Neft no distrito de Kapotnya, na zona sudeste da capital russa, suspendeu completamente o processamento de petróleo após ser atingida por drones ucranianos. O ataque ocorreu no fim de semana, e a paralisação total foi confirmada por três fontes do setor ouvidas pela agência Reuters na segunda-feira (21). Segundo essas fontes, os reparos e a retomada das operações podem levar várias semanas.
Foram danificadas as duas principais unidades de destilação primária da planta, a AVT-6 e a Euro+, que respondem, somadas, pela quase totalidade da capacidade de processamento, além de uma unidade combinada de refino e de uma unidade de isomerização. Grandes incêndios foram registrados na área industrial. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, confirmou em suas redes que vários drones atingiram o território da refinaria, com danos à estrutura e sem mortes no local. O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, informou dois mortos e cerca de 20 feridos em ataques na região metropolitana.
A unidade processava cerca de 11,6 milhões de toneladas de petróleo por ano, o equivalente a aproximadamente 230 mil barris diários, e responde por parcela significativa do abastecimento da capital, incluindo boa parte da gasolina e do querosene de aviação consumidos na região. Desde a paralisação, nenhum combustível da refinaria foi ofertado na bolsa mercantil de São Petersburgo, e a Gazprom Neft reduziu o limite de abastecimento em postos de 60 para 30 litros por transação, em meio a filas e escassez.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que foram atingidas instalações-chave da indústria petrolífera e da logística que sustentam o esforço de guerra russo. O Estado-Maior da Ucrânia afirmou que os ataques realizados entre 14 e 20 de setembro inutilizaram mais de 45% da capacidade nominal de refino da Rússia. A mesma refinaria já havia sido severamente danificada em junho deste ano e havia retomado a operação em agosto, ainda a cerca de um terço da capacidade.
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