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Diário de Notícias

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Banco Mundial vê reformas e IA como caminhos para elevar crescimento na América Latina

O Banco Mundial afirmou nesta terça-feira que países da América Latina e do Caribe com políticas macroeconômicas consistentes, instituições mais fortes e reformas estruturais vêm mostrando que a região pode crescer acima da média, apesar de um cenário ainda marcado por juros altos e incerteza global.

Na atualização de outubro do relatório econômico para a região, a instituição destacou El Salvador e Paraguai, apoiados por melhora nas condições de segurança, consolidação fiscal e investimento privado. Panamá e República Dominicana também sustentam expansão robusta, enquanto a Argentina deve crescer por três anos consecutivos entre 2025 e 2027, pela primeira vez em quase duas décadas, com apoio do ajuste fiscal, de reformas tributárias e de maior abertura econômica.

O documento também aponta a inteligência artificial (IA) como possível vetor de produtividade, mas ressalta que a adoção ainda é superficial. Cerca de 17% dos adultos em idade ativa na região usam ferramentas de IA generativa, aproximadamente metade da taxa observada nos EUA e no Canadá. Segundo o Banco Mundial, as principais barreiras não são custo ou acesso, mas capacidade gerencial, qualificação da mão de obra e reorganização das empresas.

A instituição estima que cerca de 8% da força de trabalho esteja em ocupações qualificadas que podem ser potencializadas pela IA, enquanto perto de 10% atua em funções cognitivas rotineiras mais expostas à automação. Em uma segunda etapa, a queda do custo da automação física pode atingir cerca de um quarto dos trabalhadores em função manuais rotineiras.

Entre os riscos, o Banco Mundial cita volatilidade dos preços de energia, dívida elevada, juros reais altos e possíveis impactos do El Niño sobre agricultura e geração hidrelétrica. Ao fim, manteve em 2,2% a projeção de crescimento da América Latina e do Caribe em 2026, após 2,4% em 2025.

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