A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerrou sua programação com números que reforçam a força do mercado editorial e o interesse dos brasileiros pela literatura. Realizado entre os dias 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, o evento recebeu cerca de 760 mil visitantes e registrou crescimento de 57% no faturamento em comparação com a edição anterior.
Considerada a maior edição da história da Bienal, a programação reuniu centenas de autores brasileiros e estrangeiros, editoras, livrarias e profissionais ligados ao setor. Antes da abertura, a organização já projetava público superior a 700 mil pessoas, além de uma estrutura ampliada, com 269 expositores, 11 espaços culturais e aproximadamente 3.450 horas de atividades.
Entre os destaques esteve o forte interesse do público por obras nacionais e internacionais que ganharam visibilidade nas redes sociais e nas listas de mais vendidos. Livros como “Jantar Secreto”, de Raphael Montes, estiveram entre os títulos de destaque comercial do evento, evidenciando também o espaço conquistado pela literatura brasileira contemporânea junto aos leitores.
O desempenho da Bienal ocorre em um momento em que o setor editorial busca ampliar o hábito da leitura no país e conquistar novos públicos, especialmente entre crianças e jovens. A grande circulação de visitantes mostra que eventos literários seguem capazes de transformar o livro em uma experiência cultural coletiva, reunindo leitores, escritores e profissionais da cadeia editorial em um mesmo espaço.
Além do impacto comercial, a edição de 2026 reforçou a Bienal como uma das principais vitrines culturais do país. O resultado expressivo de público e faturamento indica que, mesmo diante das transformações nos hábitos de consumo de conteúdo, o livro permanece relevante e grandes encontros presenciais continuam desempenhando papel importante na aproximação entre autores e leitores.
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