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Bolsas de NY fecham em baixa, com liquidação de techs ofuscando fim do shutdown nos EUA

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, 03, em sessão marcada por cautela diante da liquidação no setor de tecnologia. Investidores ponderaram possíveis os efeitos da inteligência artificial (IA) para uma série de segmentos e o aumento das tensões geopolíticas, que contrastaram com o fim do shutdown nos EUA.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,34%, aos 49.240,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,84% aos 6.917,81 pontos e o Nasdaq teve queda de 1,43%, aos 23.255,19 pontos.

Ações de gestores de fundos privados caíram de forma acentuada em meio a preocupações de que o advento da IA prejudicará seus investimentos em software, após a Anthropic lançar novos recursos voltados à automação de tarefas jurídicas. Ares Management e da Blue Owl Capital cederam 10,67% e 9,37%, respectivamente. A Apollo Global Management (-4,74%), a LegalZoom.com (-19,69%) e a KKR (-9,69%) acumularam fortes perdas. Empresas de dados, comunicação e publicidade, como a Thomson Reuters (-15,67%), também foram afetadas.

Expostos a investimentos em IA, Goldman Sachs (-0,81%) e Morgan Stanley (1,16%) caíram na contramão de pares. Para a estrategista global da XP, Maria Irene Jordão, a queda reflete ainda reversão das tendências registradas pelos grandes bancos em janeiro, com JPMorgan e Citi - mais concentrados na área comercial - em alta de 2,15% e 1,28%.

Entre grandes empresas de tecnologia, a IBM (-6,49%), Salesforce (-6,85%), Micron (-4,18%), Nvidia (-2,84%), e Microsoft (-2,87%) figuraram entre as maiores perdas. Entre criptomoedas, Strategy (-4,58%) e Coinbase (-4,36%) seguiram queda do bitcoin ao menor nível desde 2024.

A Tesla avançou 0,04%, ante notícia de que terá participação de 2% na fusão da SpaceX-xAI. Já ADR da Novo Nordisk caiu 14,59%, após a farmacêutica dinamarquesa afirmar que espera vendas menores este ano, à medida que avalia os preços mais baixos do Ozempic e do Wegovy nos EUA, pesando também rival Eli Lilly (-3,90%).

Na azul, o Walmart subiu 2,94%, ultrapassando a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez. Com tensões geopolíticas e alta do petróleo, a Chevron e a Exxon Mobil avançaram 2,32% e 3,86%, nesta ordem. A Freeport-McMoRan (+6,43%) e a Newmont (3,80%) se recuperaram em linha com metais básicos e preciosos.

Entre os balanços, a Palantir Technologies saltou 6,84%, após divulgar ganhos e receitas trimestrais acima das estimativas de Wall Street. A PepsiCo subiu 4,83%, após relatar lucro e receita trimestrais mais altos.

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