O Brasil anunciou um investimento de R$ 147,6 milhões para modernizar o monitoramento da vegetação nativa e ampliar a capacidade de identificação de desmatamento e degradação ambiental. O projeto, denominado Sistema Integrado para Monitoramento da Vegetação Natural dos Biomas Brasileiros (SIM-Biomas), contará com recursos do Fundo Amazônia e utilizará inteligência artificial para aprimorar a análise de dados ambientais.
A iniciativa foi anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A execução técnica ficará sob responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com participação da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). O prazo previsto para implementação é de 60 meses.
Uma das principais novidades será a integração dos sistemas Prodes e Deter, utilizados para acompanhar alterações na cobertura vegetal brasileira. Com o novo projeto, a expectativa é ampliar a disponibilidade de informações e permitir análises mais frequentes sobre o avanço do desmatamento e outros processos de degradação ambiental.
O sistema também prevê a expansão do monitoramento para biomas como Caatinga, Mata Atlântica e Pampa. Outra melhoria será o aumento da resolução espacial do mapeamento de áreas queimadas, que deverá alcançar 30 metros em todos os biomas, permitindo identificar com maior precisão os locais atingidos pelo fogo.
A utilização de inteligência artificial poderá contribuir para a identificação de padrões e riscos ambientais, oferecendo informações importantes para o planejamento de ações de fiscalização e conservação. O investimento reforça a importância da tecnologia como ferramenta de proteção dos recursos naturais e de acompanhamento das transformações que ocorrem no território brasileiro.
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