O aumento dos eventos climáticos extremos no Brasil reforça a necessidade de investir em prevenção, em vez de concentrar recursos apenas na reconstrução de cidades depois de enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais. O alerta foi apresentado por especialistas em conservação ambiental e adaptação climática durante as discussões relacionadas ao Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado na terça-feira (13).
Segundo Rafael Loyola, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, o Brasil gasta mais de três vezes com resposta e reconstrução do que com prevenção de desastres, considerando os diferentes níveis de governo. Para o especialista, a mudança desse cenário exige planejamento e investimentos permanentes.
Entre as medidas recomendadas estão o mapeamento de áreas vulneráveis, a recuperação de encostas, a ampliação dos sistemas de drenagem, a arborização urbana e o aprimoramento dos alertas meteorológicos. Também é necessário preparar hospitais, escolas, estradas e redes de abastecimento para enfrentar condições climáticas adversas.
A preocupação aumenta diante das projeções relacionadas ao El Niño, que pode intensificar eventos extremos em diferentes regiões brasileiras. Especialistas defendem que as políticas de adaptação considerem as características de cada território e envolvam governos, empresas e comunidades na construção de cidades mais preparadas para os efeitos das mudanças climáticas.
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