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Brasil reduz emissões de gases do efeito estufa pelo terceiro ano consecutivo e registra menor nível desde 2012

O Brasil registrou uma nova redução nas emissões de gases de efeito estufa, consolidando uma sequência de três anos consecutivos de queda. Dados divulgados nesta quinta-feira (22) mostram que o país emitiu aproximadamente 2,06 bilhões de toneladas de gases responsáveis pelo aquecimento global em 2025, uma diminuição de 6% em comparação com o ano anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pela redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, dois dos principais biomas brasileiros.

Segundo o levantamento do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), as emissões líquidas, que consideram a absorção de carbono pela vegetação e outros mecanismos de remoção, apresentaram queda de 9%. Com isso, o país atingiu o menor patamar de emissões líquidas desde 2012. O desempenho também colocou o Brasil aproximadamente 6% abaixo do limite de emissões previsto em sua meta climática para 2025, estabelecida no âmbito do Acordo de Paris.

A redução está diretamente relacionada à diminuição da destruição da vegetação nativa. No setor de mudança do uso da terra, que inclui principalmente o desmatamento, as emissões brutas recuaram 15% entre 2024 e 2025. Já as emissões líquidas desse segmento apresentaram uma redução de 48%, resultado associado à preservação de áreas florestais e ao aumento da capacidade de absorção de carbono pelos ecossistemas brasileiros.

Apesar dos avanços, o levantamento aponta desafios importantes para o cumprimento das metas ambientais do país. Setores como agropecuária, energia, resíduos e processos industriais mantiveram níveis de emissões relativamente estáveis ou apresentaram pequenas elevações. Esse cenário demonstra que a redução do desmatamento, embora fundamental, não será suficiente para garantir sozinha a descarbonização da economia brasileira nas próximas décadas.

Os resultados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à proteção das florestas, à recuperação de áreas degradadas e à ampliação do uso de tecnologias menos poluentes. Especialistas também destacam a necessidade de acelerar a transição energética e incentivar práticas agrícolas sustentáveis, capazes de reduzir os impactos ambientais sem comprometer a produção de alimentos e o desenvolvimento econômico.

O novo levantamento chega em um momento decisivo para a agenda ambiental brasileira, diante do aumento das temperaturas globais e da frequência de eventos climáticos extremos. Embora os indicadores mostrem uma evolução positiva no combate às emissões, a continuidade dessa trajetória dependerá da manutenção das ações de fiscalização, preservação ambiental e redução da poluição em diferentes setores da economia.

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