As investigações relacionadas ao Banco Master ganharam novos desdobramentos nesta semana. O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, por unanimidade, bloquear até R$ 2,76 bilhões em bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB). A medida é cautelar, busca preservar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos e não representa julgamento definitivo. Os atingidos têm 30 dias para apresentar defesa, e o tribunal determinou que o BRB envie informações de auditoria independente.
O foco da apuração no TCDF são operações de compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB, que, segundo as investigações, podem superar R$ 12 bilhões. A suspeita é de que as carteiras apresentavam irregularidades; os fatos seguem sob análise e as responsabilidades ainda não foram estabelecidas em decisão definitiva.
Na quinta-feira (24), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Crédito Oculto, com mandados de busca em 32 endereços de 11 cidades. A ação apura suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis e se apoia em provas da Operação Carbono Oculto, de 2025. Entre os alvos, segundo a imprensa, estão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, e executivos do mercado financeiro, incluindo um sócio do Banco Genial, que negou qualquer participação intencional em irregularidades. Ser alvo de busca não implica culpa.
Também na quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao plenário da Corte um processo sobre indenizações a usinas do setor sucroalcooleiro por prejuízos atribuídos ao extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), com impacto potencial estimado em R$ 103,4 bilhões para a União. O caso foi mencionado em apurações relacionadas ao Master. As defesas dos investigados negam irregularidades ou ainda não se manifestaram publicamente.
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