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Diário de Notícias

DN.

Cautela externa e falta de novidades eleitorais impõe baixa do Ibovespa

O Ibovespa opera próximo da estabilidade na sessão desta quarta-feira, 7, próximo dos 205.836,17 pontos da abertura. Após cair 0,48%, na mínima em 204.848,02 pontos e subir 0,51%, na máxima a 206.877,47 pontos, o Índice Bovespa retomou queda, diante de um início negativo da bolsas em Nova York.

"Subiu 7,7% um dia só. É natural ficar lateralizado, respirando, com investidores ajustando posições. Querem ver o segundo turno da eleição", diz Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.

A cautela no exterior acompanha a alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, com o mercado à espera da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), às 15 horas. O documento pode balizar as apostas para a política monetária, em meio à expectativa de juros estáveis neste mês, mas com altas adiante.

"Lá fora o mercado não está tão bom. A Bolsa tentou no começo se descolar ainda por conta desse movimento de eleição", diz Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria, ao referir-se ao resultado do primeiro turno das eleições.

No Brasil, a agenda de indicadores é esvaziada. O único destaque é o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), enquanto as atenções seguem voltadas à campanha eleitoral. Entram no radar as negociações políticas e os planos econômicos e fiscais dos candidatos à Presidência para o segundo turno.

Em setembro, o IGP-DI acelerou o ritmo de alta para 1,50%, perto da mediana de 1,50%, após avanço de 0,06% em agosto, reforçando cuidados com a dinâmica inflacionária brasileira.

Ontem, o plenário do Senado iniciou a discussão de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que o primeiro turno de votação pode ocorrer já na semana que vem, antes do segundo turno das eleições presidenciais, no dia 25.

Ficam no radar as declarações de Flávio Bolsonaro sobre usar a maioria nas duas Casas e para mudar a Constituição.

As ações de petroleiras ficam no radar, em meio ao avanço do petróleo e a leilão do setor. Nesta manhã, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP).

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,52%, aos 205.835,29 pontos, após avanço de 7,7% na segunda-feira, em nível histórico, aos 206.911,89 pontos. A alta refletiu o resultado do primeiro turno das eleições, mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa para a Presidência. Além disso, o PL elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

De acordo com o estrategista da Empiricus, um grande risco saiu do radar com o primeiro turno que envolve o fiscal. "A questão fiscal pode ser endereçada com um eventual governo Flávio", diz Spiess.

Às 11h23, o Ibovespa caía 0,30%, aos 205.215,12 pontos. O petróleo Brent subia 1,3%, para perto de US$ 102 o barril. As ações da Petrobras avançavam com menos força, entre 0,04% (PN) e 0,52% (ON).

Já a Vale perdia 2,22%, recuo que se espalhava para todo os papéis do setor metálico. Em contrapartida, ainda reverberando o entusiasmo após o primeiro turno das eleições, ações mais sensíveis ao ciclo econômico subiam, caso de Magazine Luiza (+2,81%), por exemplo.

Devido a feriado na China, não há negociações com minério de ferro.

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