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Copom corta a Selic para 13,75% ao ano

Copom corta a Selic para 13,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu na noite desta quarta-feira (16) a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi decidido por unanimidade pelos sete integrantes do colegiado e não surpreendeu ninguém: a quase totalidade dos analistas consultados antes do encontro apostava exatamente nesse movimento. É o quinto corte consecutivo do atual ciclo, que o próprio Banco Central descreve como uma fase de "calibração" — ou seja, ajustes pequenos e graduais, em vez de cortes agressivos.

Na avaliação do comitê, três fatores abriram espaço para o afrouxamento. A atividade econômica vem desacelerando de forma gradual, a inflação deu sinais de arrefecimento e o mercado de trabalho passou a criar vagas em ritmo mais fraco. Juntos, esses elementos reduzem a pressão sobre os preços e permitem que o juro básico continue caindo sem que o Banco Central precise abandonar o tom cauteloso que adotou desde o início do ciclo.

O comunicado, porém, não abre o jogo sobre o que vem pela frente. O Copom afirmou que a magnitude total do ciclo de calibração será definida à luz das novas informações econômicas, fórmula que deixa em aberto tanto a possibilidade de novos cortes quanto a de uma pausa. O texto também registra que as expectativas de inflação medidas pela pesquisa Focus seguem acima da meta, em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027. A próxima reunião está marcada para 4 de novembro.

No mercado financeiro, as apostas se dividem — e é importante tratá-las como projeções, não como decisões tomadas. Levantamento do BTG Pactual mostrou que 74% dos participantes esperam novos cortes até o fim do ano, enquanto 23% acreditam em manutenção da taxa. Entre os pontos de incerteza citados estão o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril e possíveis efeitos climáticos sobre os alimentos. Nada disso está definido: o próprio Banco Central deixou claro que a decisão de novembro dependerá dos dados que chegarem até lá.

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