Cuca destacou a entrega de Neymar na vitória do Santos sobre o Fluminense neste domingo (18), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Além da participação ofensiva, o treinador valorizou o trabalho do camisa 10 sem a bola e considerou a apresentação a mais competitiva do atacante desde que assumiu a equipe.
"Neymar estava cansado porque ele correu muito. Não sei os números dele, mas como é bom ver Neymar competindo, baixando linha, encurtando espaços. Da minha estada foi a partida em que mais competiu e jogou bem", afirmou o técnico na entrevista coletiva após o confronto.
O treinador também lamentou as oportunidades que impediram Neymar de completar a atuação com um gol. "Uma pena a bola ter dado na trave e a outra passar por cima. Fez um grande jogo", disse. A avaliação reuniu os dois aspectos que Cuca ressaltou na apresentação: a capacidade de criar perigo e a disposição para participar da marcação.
APROXIMAÇÃO PARA FAZER O ATAQUE FUNCIONAR
A atuação de Neymar integrou uma proposta ofensiva que, segundo Cuca, depende da proximidade entre os jogadores. Ao comentar a formação, o técnico incluiu Bontempo entre as peças de criação e explicou que a equipe precisa atuar agrupada para aproveitar a qualidade técnica sem se expor tanto quando perde a posse.
"Em alguns momentos em que não agrupa tem dificuldade porque não é característica do time marcar. Mas vai ficar com a bola. É o potencial que eles têm. Temos que tentar unir os melhores jogadores e pôr em prática", afirmou. Para o treinador, a evolução também passa pelo condicionamento físico e pelo entrosamento entre os atletas.
O Santos precisou superar a instabilidade provocada pelo gol sofrido logo no início, em uma bola parada. Cuca identificou uma melhora ainda no primeiro tempo e contou que reforçou, no intervalo, a necessidade de aproximar os jogadores.
"Encaixamos o jogo bem, fizemos gols bonitos, boas jogadas. Perdemos muitos gols. No final a gente pode ser castigado por perder tantos gols. Acho que foi uma vitória supermerecida."
CONFIANÇA E PREOCUPAÇÃO COM A DEFESA
O técnico relacionou a evolução da equipe à confiança adquirida nos jogos como visitante. "Encontramos o caminho de fugir do enrosco nos jogos fora de casa", declarou. Apesar do entusiasmo, pediu equilíbrio para a reta final: "É ter pé no chão para acabar o ano dessa forma, jogando bem e, se Deus quiser, ter bons resultados".
Cuca também celebrou a presença de cinco jogadores formados na base ao término da partida e a entrada de Alencar, mas demonstrou preocupação com Lucas Veríssimo. "Torcer para não ser nada grave com o Veríssimo. Já temos uma lesão um pouco mais grave do Arão", afirmou, sem detalhar a condição do zagueiro.
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