As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos podem abrir caminho para regras mais rigorosas para as gigantes da inteligência artificial (IA) e as empresas de data centers, mesmo que o presidente Donald Trump, um dos principais defensores do setor, impeça medidas federais de repressão.
A resistência também se manifestou nas comunidades locais. Segundo pesquisa da AP, cerca de três quartos dos eleitores americanos se opõem à construção de novos data centers em suas regiões. Além disso, restrições foram aprovadas em 44 das 45 votações locais concluídas analisadas pela Redbud Consulting.
De acordo com a AdImpact, campanhas eleitorais gastaram mais de US$ 380 milhões em anúncios televisivos que mencionaram data centers. Os democratas investiram mais de três vezes o valor desembolsado pelos republicanos no tema. Um levantamento do Data Center Watch, projeto da consultoria 10a Labs, mostrou que a maioria dos candidatos eleitos ao Congresso e aos governos estaduais defende regras mais rígidas para o setor.
Entre os 34 governadores eleitos em disputas com resultado confirmado pela Associated Press, 32 apoiam regulamentações ou restrições mais severas. Desse total, 12 defendem proibições ou moratórias. A OpenAI anunciou novos compromissos com as comunidades onde desenvolve data centers e pediu aos parlamentares federais, estaduais e locais a criação de regras claras para a construção dessas instalações.
Os resultados eleitorais também geraram preocupação em Wall Street. O Nasdaq caiu 11% em relação à máxima histórica, em meio a temores de desaceleração na construção de data centers devido ao aumento dos custos de financiamento. Em relatório, o Morgan Stanley afirmou que os resultados favoráveis aos democratas aumentam as expectativas de restrições ao setor.
Segundo o banco, novas regras estaduais podem dividir os Estados Unidos entre regiões que permitem a construção de data centers e outras que proíbem esses empreendimentos.
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