O debate presidencial previsto para esta segunda-feira (14) foi cancelado depois que os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não confirmaram presença dentro do prazo estipulado pelos organizadores. O encontro seria promovido pelo consórcio "O Momento da Decisão", que reúne 11 veículos de comunicação, entre eles CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e Veja+ TV.
O grupo havia fixado 7 de setembro como data-limite para as confirmações. Quatro presidenciáveis chegaram a aceitar o convite — Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) —, mas o consórcio decidiu não realizar o encontro sem os principais nomes da disputa. Pelo mesmo motivo, também foi cancelado o debate de candidatos ao governo de São Paulo marcado para 18 de setembro, depois que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deixou de confirmar participação; Fernando Haddad (PT) havia aceitado o convite.
O episódio se soma ao esvaziamento observado no debate realizado pela Band em 23 de agosto, que reuniu apenas três participantes — a menor adesão em um debate presidencial desde 1989. A legislação eleitoral brasileira obriga as emissoras a convidar candidatos de partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso, mas o comparecimento é facultativo, o que na prática permite que os favoritos escolham quando se expor ao confronto direto.
Com as agendas de debate travadas, as campanhas concentraram esforços em atos de rua, caravanas, entrevistas e produção para redes sociais nesta reta final. Ainda restam dois encontros marcados antes do primeiro turno: um promovido pela Record em parceria com o Estadão, em 27 de setembro, e outro pela TV Globo, em 1º de outubro, três dias antes da votação. Para um eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro, já há debates em estudo para os dias 18 e 23 daquele mês.
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