A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) postou na quinta-feira, 20, em suas redes sociais, uma imagem do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses vista do espaço e descreveu a paisagem como um "deserto feito de água".
"À primeira vista, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Nordeste do Brasil, parece um deserto, mas definitivamente não é", afirmou a agência. A Nasa destacou que o parque recebe cerca de 125 centímetros de chuva por ano - volume ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e o dobro do observado em Londres, na Inglaterra.
Além disso, a agência também chamou atenção para as fileiras de dunas de quartzo branco e brilhante, algumas com até 30 metros de altura, que se sobrepõem a um mosaico de lagoas de água doce azuis e verdes. Segundo a Nasa, a paisagem é resultado de uma rara combinação de fatores geológicos e climáticos.
Na publicação, que até o início da tarde desta sexta-feira, 21, acumulava mais de 24 mil republicações e 7 mil comentários, a agência explicou que os rios transportam grandes quantidades de areia de quartzo para esse trecho do litoral do Maranhão. O material se acumulou ao longo de centenas de milhares de anos, formando um extenso campo de dunas.
A imagem foi capturada pelo satélite Landsat 9, que orbita a Terra.
Segundo o ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), os Lençóis Maranhenses foram reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade em 2024.
Ainda conforme o ministério, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses também é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral criada pelo Decreto nº 86.060, de 2 de junho de 1981.
Com mais de 156 mil hectares, o parque está inserido em uma área de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, sob influência do ambiente marinho costeiro, informou o MMA. A região é formada por dunas e lagoas de água doce e abriga ecossistemas como manguezais e restingas.
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