O Ibovespa fechou a segunda-feira (21) em alta de 0,74%, aos 186.595 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 0,70%, cotado a R$ 5,108. O movimento foi impulsionado pela forte queda do petróleo no mercado internacional, pelo recuo dos juros futuros e pelo apetite global por ativos de risco, em uma sessão de ganhos generalizados nas bolsas de Nova York.
O barril de petróleo registrou a quarta queda consecutiva. O Brent para novembro caiu 3,40%, a US$ 100,34, e o WTI para outubro recuou cerca de 4,5%, a US$ 95,78. Operadores atribuíram o movimento à expectativa em torno de negociações entre Estados Unidos e Irã e à recuperação dos embarques da Arábia Saudita, que voltaram a superar 4 milhões de barris por dia em setembro após terem caído a 2,4 milhões em agosto. Vale e Petrobras tiveram desempenho abaixo do índice, enquanto bancos, varejo e empresas de menor capitalização puxaram a alta.
No mercado de juros, o Boletim Focus divulgado no mesmo dia reduziu a projeção da taxa Selic para o fim de 2026 de 13,75% para 13,50%, com estimativas de 12% em 2027 e 10,50% em 2028. A mediana para o IPCA deste ano subiu levemente, para 4,92%. O Comitê de Política Monetária havia cortado a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75%, na reunião de 16 de setembro. Os juros futuros fecharam em queda em quase toda a curva, ajudados também pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
O cenário eleitoral também influenciou os negócios, com o mercado reagindo a pesquisa que apontou empate técnico na disputa presidencial. No exterior, o Dow Jones subiu 0,71%, o S&P 500 avançou 1,49% e o Nasdaq ganhou 2,26%, ambiente que favoreceu a entrada de recursos em mercados emergentes e contribuiu para o recuo da moeda americana no Brasil.
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