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El Niño pode atingir intensidade muito forte e elevar risco de cheias e incêndios no Brasil

O Brasil entra no último trimestre de 2026 sob alerta para os efeitos de um El Niño que pode alcançar intensidade muito forte. Boletim divulgado nesta quinta-feira (1º) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta probabilidade de 95% de o fenômeno atingir essa classificação entre outubro e dezembro, período que compreende parte da primavera e o início do verão.

Segundo o monitoramento, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial vem se intensificando desde a confirmação das condições de El Niño, em junho. A expectativa é de que o fenômeno permaneça ativo pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. Caso as projeções se confirmem, o episódio poderá ficar entre os mais intensos registrados desde 1950.

Os impactos devem variar de acordo com a região. No Sul, a previsão indica chuvas acima da média e aumento do risco de cheias e outros eventos associados ao excesso de precipitação. Já no centro-norte do país, a tendência é de condições mais secas, cenário que pode favorecer a ocorrência e a propagação de incêndios. As temperaturas também devem permanecer acima da média em grande parte do território brasileiro.

O boletim reúne informações de órgãos como INPE, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cemaden e Defesa Civil. Os especialistas destacam que as previsões representam tendências para os próximos meses e que a intensidade dos impactos dependerá da evolução das condições atmosféricas em cada região do país.

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