Após uma queda na casa de 2% na quarta-feira, no que foi sua maior correção desde 16 de dezembro, o Ibovespa retomou muito modestamente o sinal positivo nesta quinta-feira, 5, em alta enfraquecida a 0,23%, aos 182.127,25 pontos no fechamento. Da mínima à máxima da sessão, oscilou dos 181.568,98 aos 184.017,44 pontos, com abertura a 181.708,47 pontos. O giro financeiro foi de R$ 34,3 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa sobe 0,42%, recolocando o ganho acumulado no ano a 13,03%.
O Ibovespa sustentou o sinal positivo na sessão apesar do desempenho misto dos maiores bancos - à importante exceção de Itaú (PN +2,02%), a principal ação do setor, em alta após o balanço do quarto trimestre, da noite de quarta. Em direção ao encerramento, Bradesco também reagiu, com a ON em alta de 0,66% e a PN, de 0,81%. Destaque negativo para a principal ação do Ibovespa, Vale ON, em baixa de 3,33% na sessão, mas ainda acumulando ganho de 20,14% no ano.
Petrobras ON caiu 1,43% e a PN, 1,39%, com ambas as ações ainda avançando na casa de 20% em 2026. Os contratos futuros de petróleo recuaram quase 3% em Londres e Nova York. E o minério de ferro cedeu quase 2% na China, também em correção nesta quinta, o que se refletiu no desempenho das ações do setor metálico.
Os papéis da CSN (ON -3,23%, na mínima do dia no fechamento) aprofundaram as perdas na última hora de negócios, pressionados por reportagem da Bloomberg que mostrou que a companhia negocia um empréstimo de US$ 1,5 bilhão para quitar títulos vencidos e reduzir a alavancagem. Segundo fontes, a operação seria garantida por ações de subsidiárias. Na esteira disso, CSN Mineração também virou ao terreno negativo e fechou em baixa de 1,98%.
Na ponta ganhadora do Ibovespa, MRV (+6,85%), Vamos (+6,28%) e Cury (+3,71%). No lado oposto, Braskem (-4,56%), Porto Seguro (-3,73%) e Hapvida (-3,29%), além de Vale.
"As companhias listadas iniciaram a divulgação dos resultados referentes ao último trimestre de 2025 e, entre os principais destaques do dia, o Itaú apresentou novamente um desempenho robusto, em linha com as expectativas do mercado", diz João Paulo Fonseca, head de renda variável da HCI Advisors.
No quadro mais amplo da B3, "o desempenho do Ibovespa tem sido impulsionado, principalmente, pelo ingresso maciço de capital estrangeiro, notadamente por meio de investimentos passivos como ETFs e índices, o que gerou compras amplas de ações, independentemente dos fundamentos individuais", destaca Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management.
"Esse movimento estrangeiro, caracteristicamente passivo, resultou em uma alta pouco seletiva do mercado, com valorização alinhada da maior parte dos componentes do índice", acrescenta. Ferreira observa, também, que até empresas menos favorecidas pelos fundamentos recentes registraram desempenho positivo, impulsionadas pelo fluxo indiscriminado - uma situação que pode favorecer uma correção quando houver mudança de conjuntura.
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