O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (22), em Nova York, acreditar que um acordo com o Irã será alcançado. Ele afirmou que as conversas continuam, mas repetiu que Washington não permitirá que o país tenha uma arma nuclear. As declarações foram feitas durante encontro com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo a agência Reuters.
Os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de cerca de três horas de conversas com a delegação do chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Segundo Witkoff, os contatos foram indiretos, com mediadores levando mensagens entre os dois lados. Trump disse que a reunião foi boa, mas observou que o Irã não enviou representantes do mais alto escalão. Ao mesmo tempo, manteve a pressão: afirmou que o país pode escolher entre “grandeza ou obliteração” e, na tribuna da ONU, defendeu o isolamento econômico completo de Teerã.
Segundo a imprensa internacional, o Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval americano, à liberação de ativos congelados e ao fim das ofensivas contra o país e seus aliados. O jornal The National, dos Emirados Árabes Unidos, informou que os iranianos apresentaram uma proposta com cessar-fogo regional de até 60 dias e reabertura gradual da passagem. Trump, por sua vez, rejeita aliviar sanções antes de gestos concretos de Teerã, e o programa nuclear iraniano segue como principal ponto de divergência.
As conversas ocorrem sete meses após o início da guerra, em fevereiro. Desde abril vigora um cessar-fogo frágil, e o bloqueio americano continua em vigor. As Forças Armadas iranianas classificaram as falas de Trump como propaganda e ameaçaram responder a novos ataques. A incerteza sobre um acordo voltou a pressionar o petróleo na quarta-feira (23).
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