Autoridades envolvidas na mediação entre Estados Unidos e Irã avançaram nesta quarta-feira (15) nas negociações para estender o cessar-fogo entre os dois países, mas o presidente Donald Trump (EUA) afirmou que não considera necessária a prorrogação da trégua, evidenciando um descompasso entre os esforços diplomáticos e a posição da Casa Branca às vésperas do prazo de 22 de abril.
Segundo fontes ouvidas pela Associated Press, há um acordo em princípio entre Washington e Teerã para prolongar a pausa nas hostilidades, abrindo espaço para novas tratativas diplomáticas. Mediadores trabalham para destravar três pontos centrais que impediram avanços nas conversas diretas realizadas no fim de semana: o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Ormuz e compensações por danos de guerra.
Apesar do progresso na frente diplomática, Trump indicou não considerar necessária uma extensão do cessar-fogo. À ABC News, ele afirmou que "não está pensando" em prolongar a trégua e que isso "não será necessário".
"Acho que você verá dois dias incríveis pela frente", disse Trump, acrescentando que o conflito "pode terminar de qualquer forma", embora um acordo seja preferível. Segundo o presidente, "eliminamos os radicais" no Irã e o país agora teria um regime diferente.
Trump também declarou que, sem sua liderança, "o mundo estaria em pedaços".
A divergência entre o avanço das negociações e a postura da Casa Branca ocorre em meio a tensões persistentes na região, incluindo o bloqueio americano a portos iranianos e ameaças de retaliação por parte de Teerã, fatores que colocam em risco a continuidade da trégua.
0 Comentário(s)