A Pinakotheke Rio de Janeiro abre nesta sexta-feira, 11 de setembro, a exposição “Revolta em Preto e Branco”, que recupera um episódio marcante da arte brasileira. Com entrada gratuita, a mostra reúne 61 obras de 50 artistas e revisita o protesto que transformou o III Salão Nacional de Arte Moderna, em 1954, em uma exposição sem cores.
Na época, artistas enfrentavam dificuldades para obter materiais de trabalho, em grande parte importados. Como forma de reivindicação, decidiram apresentar trabalhos utilizando apenas preto e branco. O movimento ficou conhecido como Salão Preto e Branco e teve como palco o Palácio Capanema, no Rio.
Sob curadoria de Shannon Botelho, a exposição reúne oito obras que participaram daquele salão histórico. Entre elas estão “Natureza-morta”, de Iberê Camargo; “Composição”, de Aldo Bonadei; “Triângulo preto”, de Danilo Di Prete; e “Luares sobre a cidade negra”, de Antonio Bandeira. A seleção permite reencontrar trabalhos ligados diretamente à mobilização dos artistas.
A mostra fica em cartaz até 21 de novembro, na Rua São Clemente, 300, em Botafogo. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 16h.
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