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Exposição inédita sobre Burle Marx chega a Belém e revela relação do paisagista com a Amazônia

Belém recebe uma exposição inédita dedicada à relação de Roberto Burle Marx com a Amazônia. Aberta ao público nesta semana, “Burle Marx – Expedição Amazônia” reúne materiais que ajudam a revelar como as viagens realizadas pelo paisagista à região influenciaram seu trabalho e sua percepção sobre a biodiversidade brasileira. A visitação é gratuita e segue até janeiro de 2027.

A mostra está instalada no Centro Cultural Banco da Amazônia, no centro da capital paraense, e apresenta ao público registros relacionados às expedições de Burle Marx pela região amazônica. Reconhecido internacionalmente por projetos que aproximaram paisagismo, arquitetura e artes visuais, o brasileiro também teve papel importante na valorização de espécies nativas dentro da construção de uma linguagem própria para os jardins tropicais.

Nesta quinta-feira (24), a programação ganha atividades especiais. O historiador Rafael Zamorano Bezerra, chefe da Divisão Técnica do Sítio Roberto Burle Marx, conduz ações voltadas à trajetória e ao acervo do artista. Entre elas está a palestra “Roberto Burle Marx – O Sítio e suas coleções”, marcada para as 11h, além de visitas guiadas pela exposição.

Nascido em São Paulo em 1909, Burle Marx tornou-se um dos nomes mais importantes do paisagismo moderno. Ao longo da carreira, desenvolveu projetos emblemáticos no Brasil e no exterior e incorporou espécies da flora brasileira a seus trabalhos em uma época em que muitas plantas nativas ainda eram pouco valorizadas nos jardins urbanos.

A passagem da exposição por Belém também ganha significado pela própria ligação do artista com a região. Suas expedições botânicas permitiram observar e coletar espécies, além de ampliar seu conhecimento sobre os diferentes ecossistemas brasileiros. Esse contato com a natureza influenciou composições marcadas por formas orgânicas, diversidade vegetal e integração entre paisagem e arquitetura.

“Burle Marx – Expedição Amazônia” poderá ser visitada gratuitamente até 17 de janeiro de 2027. De terça a sexta-feira, o espaço funciona das 10h às 16h; aos finais de semana e feriados, das 10h às 14h. A exposição transforma a trajetória de um dos maiores nomes da cultura brasileira em uma oportunidade para conhecer também a relação entre arte, paisagismo e a riqueza ambiental da Amazônia.

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