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F1: Bortoleto prega paciência na Audi e diz que cobrar vitórias seria chamar rivais de 'bobos'

Gabriel Bortoleto soltou uma sonora risada em tom de ironia quando foi chamado de "veterano" por um jornalista durante entrevista coletiva no Autódromo de Interlagos, nesta quinta-feira, 5, nas atividades que precedem o GP de São Paulo de Fórmula 1.

Em sua segunda temporada na categoria, aos 22 anos, o brasileiro tem a missão de administrar expectativas de um País que ficou sete temporadas sem um representante no grid, a ansiedade de conquistar o topo e se inserir em um processo com metas de médio e longo prazo com uma marca estreante. As circunstâncias levam o brasileiro a crer que esses dois anos na Fórmula 1 têm sido positivos.

"Eu acho que eu tenho muita expectativa que eu coloco em cima de mim e eu acho que o Brasil também, obviamente, acaba colocando. Eu estou num caminho diferente, a gente tem de deixar isso claro. Eu acho que agora que tem muita mídia brasileira aqui, eu acho que é uma oportunidade pra eu falar pra vocês também que a gente tem de respeitar esse projeto de uma maneira, acho, única", iniciou. "A Audi me contratou quando o Mattia [Binotto] realmente apostou, colocou fichas. Ele pegou um menino jovem, com um projeto novo, e falou: 'esse cara vai ser o cara do nosso projeto a longo prazo'."

Bortoleto diz que pôde aprender de erros cometidos em 2025, como na batida violenta no fim da reta de Interlagos. "Sempre foi muito claro que 2026 seria mais difícil que o primeiro ano, porque era um ano que a gente ia trazer um motor próprio. E eu acho que tem sido uma grande temporada nesse sentido, a gente conseguiu somar pontos, fazer um chassi extremamente bom."

"Acho que chegar na Fórmula 1, esperar, com uma equipe totalmente nova, que eu fosse chegar aqui e andar lá na frente, dar tapa na cara de quem tá aqui há décadas, é chamar de bobo, literalmente. Que não é a situação, aqui tem muita gente profissional, trabalhando sério, então a gente tá aqui pra construir. E é construir um projeto sólido, pra quando a gente chegar e tá lá na frente com as equipes, que a gente vai chegar lá", afirmou.

Bortoleto confia que a Audi possa lutar pelas primeiras posições em breve, mas ainda não em 2027. "Eu não tenho dúvida disso, porque a Audi nunca entrou numa categoria de automobilismo na vida e não andou bem. E não vai ser diferente na Fórmula 1, talvez demore um, dois anos ainda, mas a gente vai tá lá", explicou. "[Ser competitivo em] 2030 é um alvo público, isso significa que a gente vai esperar até lá. Eu acho que 2027 ainda vai ser um ano de consolidação."

Bortoleto espera alcançar as primeiras posições com a Audi em 2028. Para o ano que vem um dos focos será arrumar o problema de hardware que prejudica fortemente as largadas e o faz despencar no grid.

"Vai ser o segundo ano do projeto Audi, e o Mattia [Binotto, chefão da equipe] deixou público a meta de 2030, óbvio que eu continuo falando pra ele que tem de ser antes (risos), e o nosso objetivo dentro da equipe é ser antes que isso", concluiu.

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