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Diário de Notícias

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Fitch mantém rating 'B' da Samarco e perspectiva positiva, mas rebaixa escala nacional

A Fitch afirmou o rating de longo prazo (IDR) em moeda local e estrangeira da Samarco em "B". Ao mesmo tempo, a agência rebaixou o rating nacional de longo prazo de "BBB+(bra)" para "BBB(bra)", para corrigir um erro de mapeamento na tabela de correspondência entre a escala global e a escala nacional. A perspectiva do rating global segue positiva.

Segundo a agência de classificação de risco de crédito, o rating reflete o aumento de escala com a retomada gradual da operação, posição de baixo custo e perfil de dívida considerado administrável, incluindo o teto de US$ 1 bilhão para emissão de bonds. Por outro lado, a nota é limitada por alavancagem elevada, liquidez restrita e riscos de execução e de funding ligados ao projeto de expansão da Fase 3.

A perspectiva positiva, segundo a agência, decorre da expectativa de fortalecimento do perfil operacional, com maior produção após a aprovação do plano da Fase 3 e avanço no descomissionamento de barragens.

A Fitch afirma que a Fase 3 deve levar a Samarco de uma utilização de 58% para a capacidade total de 26,4 milhões de toneladas em 2028. O orçamento final do projeto, de US$ 2,5 bilhões, ficou em linha com o esperado. A agência diz que segue monitorando o risco de construção, mas aponta que a companhia já executou com sucesso a etapa anterior da elevação da utilização (ramp-up) e que o risco de cadeia de suprimentos é limitado, dado que a maior parte das compras já foi feita.

A agência também destaca que a Samarco antecipou a meta de descaracterização da barragem de Germano para 2026, ante 2029, com 97% de conclusão ao fim de 2025 e dentro de orçamento de US$ 700 milhões.

No acordo relacionado ao desastre de Fundão, a agência diz que o instrumento de 2024 reduz incertezas ambientais e judiciais e dá previsibilidade aos desembolsos. Pelos termos das notas de 2031, os desembolsos de reparação têm teto de US$ 1 bilhão até junho de 2031. A partir do limite de US$ 200 milhões da Samarco, as saídas de caixa de 2026, de US$ 2 bilhões, serão financiadas igualmente por Vale e BHP, segundo a Fitch.

No financeiro, a Fitch projeta Ebitda em torno de US$ 985 milhões em 2026 e nível semelhante em 2027, com capex subindo para US$ 700 milhões em 2026, de US$ 380 milhões em 2025, refletindo a Fase 3. A agência espera fluxo de caixa livre ainda negativo entre 2026 e 2028, e estima alavancagem elevada, com a relação entre a dívida líquida e o Ebitda em torno de 4,8 vezes em 2026 e 5,3 vezes em 2027, recuando para abaixo de 4,0 vezes após 2028 com a capacidade cheia.

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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