Navi Pillay, a jurista nascida na África do Sul que recebeu o Prêmio Nobel da Paz na semana passada por promover o direito internacional em um momento em que o sistema está sob ataque, disse à Associated Press em uma entrevista na segunda-feira que, como juíza, precisou ver as provas de sua vitória antes de acreditar na notícia.
"Recebi a carta por escrito... então agora li pessoalmente, e é verdade", disse Pillay, de 85 anos. "Ser homenageada por esse tipo de trabalho é algo imenso, não apenas para mim, mas para todos os meus colegas", disse Pillay.
A vitória de Pillay é vista como uma crítica contundente ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; ambos rejeitaram as conclusões da comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Gaza que ela liderou. Os líderes também fizeram duras críticas à Corte Internacional de Justiça e ao Tribunal Penal Internacional, instituições nas quais Pillay atuou como magistrada.
"Valorizo o foco do comitê de seleção nesta área importante, pois o desrespeito ao Estado de Direito afeta o mundo todo", disse ela. Pillay fez críticas severas a Trump - que há anos almeja o prêmio da paz -, classificando os ataques de Washington ao Tribunal Penal Internacional como "completamente ilegais", além de "negativos e cruéis".
"Chefes de Estado têm a responsabilidade específica de deixar claros os princípios: respeitar a lei, respeitar o direito internacional", afirmou ela.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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