A Justiça de São Paulo condenou o influenciador digital Samuel Sant'Anna, conhecido como Gato Preto, e a influenciadora Bia Miranda ao pagamento de indenizações que somam R$ 211 mil às vítimas de um acidente de trânsito ocorrido na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul da capital paulista. A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho. O Estadão tenta localizar a defesa dos dois.
Em agosto do ano passado, o veículo de luxo Porsche conduzido por Gato Preto ultrapassou o sinal vermelho em alta velocidade e colidiu com o carro em que estavam o motorista Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot. Com o impacto da batida, Ivan sofreu uma fratura na mandíbula e precisou de atendimento médico hospitalar.
Laudos periciais e toxicológicos anexados ao processo apontaram a presença de álcool etílico, MDA e THC no organismo do condutor no momento da colisão. O motorista e a acompanhante deixaram o local logo após o choque sem prestar socorro aos ocupantes do outro veículo.
Na esfera cível, a Justiça fixou que Gato Preto deverá pagar R$ 100 mil por danos morais a Ivan Bartalot, R$ 60 mil por danos morais a Edilson Maiorano e cerca de R$ 1,3 mil referente aos danos materiais comprovados nos autos.
Embora o magistrado tenha avaliado que Bia Miranda não teve responsabilidade direta sobre a condução do automóvel ou pela colisão em si, a influenciadora foi penalizada em razão de seus atos nas redes sociais após o episódio. Bia gravou e publicou vídeos no Instagram se referindo ao carro das vítimas de forma depreciativa e com termos debochados.
A defesa sustentou que o objetivo das gravações era apenas tranquilizar seus seguidores quanto ao seu estado físico, mas o argumento foi rejeitado pelo juiz, que entendeu ter havido exposição desnecessária das vítimas e ofensas. Diante disso, Bia Miranda foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil a Edilson e R$ 20 mil a Ivan a título de danos morais.
Na área criminal, o Ministério Público denunciou Gato Preto por lesão corporal e omissão de socorro, além do agravante da condução sob efeito de substâncias psicoativas.
As defesas de Samuel Sant'Anna e de Bia Miranda ainda podem recorrer das condenações cíveis nas instâncias superiores do Tribunal de Justiça de São Paulo.
0 Comentário(s)