O governo federal avalia prorrogar por mais 30 dias a subvenção ao diesel, que hoje soma R$ 2,12 por litro. A sinalização foi feita pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em entrevista coletiva na quinta-feira (24). Segundo ele, a medida busca evitar a redução do benefício a partir do fim de semana, mas a decisão formal ainda depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A subvenção faz parte de um pacote de medidas adotado para conter o impacto da alta do petróleo, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio, sobre fretes, transporte coletivo e inflação. De acordo com o governo, o conjunto de ações para combustíveis tem custo estimado em cerca de R$ 7 bilhões por mês para a União, dos quais aproximadamente R$ 5 bilhões referentes ao diesel.
No mesmo dia, o Ministério do Planejamento divulgou o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que reduziu o congelamento de recursos no Orçamento de 2026 de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões, uma liberação líquida de cerca de R$ 1,9 bilhão. O detalhamento por ministérios deve ser publicado até 30 de setembro.
O relatório aponta, porém, frustração de receitas, com queda de cerca de R$ 15,7 bilhões na previsão de arrecadação primária, puxada pela tributação de dividendos e por menores dividendos de estatais. Do lado das despesas, houve aumento em gastos obrigatórios, como o Bolsa Família. A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do PIB, com margem de tolerância que permite resultado zero.
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