O governo federal anunciou o reforço das operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, após o avanço das queimadas e a deterioração da qualidade do ar em Manaus. Uma comitiva formada por quatro ministros esteve na capital amazonense neste domingo (18) para avaliar a situação e anunciar o apoio das Forças Armadas às equipes que atuam no enfrentamento das chamas. Entre as medidas previstas estão o envio de mais cinco aeronaves e a ampliação dos recursos destinados às operações de emergência.
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 7.815 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 12 de outubro de 2026, aumento de 116% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A situação preocupa as autoridades ambientais, especialmente porque a estiagem favorece a propagação do fogo pela vegetação. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que mais de 300 incêndios foram extintos desde o início da temporada, em junho, mas as condições climáticas continuam dificultando o trabalho das equipes.
Em Manaus, a fumaça provocada pelas queimadas comprometeu a qualidade do ar e trouxe riscos à saúde da população. No sábado (17), a Defesa Civil registrou concentração média de partículas finas de 401,4 microgramas por metro cúbico, índice considerado extremamente elevado. No domingo (18), houve melhora, mas a qualidade do ar ainda permanecia classificada como muito ruim. A fumaça também prejudicou a visibilidade nos aeroportos utilizados pelas aeronaves de combate aos incêndios, dificultando parte das operações.
Além do reforço das equipes ambientais, o governo anunciou a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, prevista para terça-feira (20). A medida busca ampliar a capacidade de atendimento diante dos impactos da poluição atmosférica. As autoridades também investigam a possibilidade de incêndios provocados intencionalmente em áreas de floresta. O avanço das queimadas evidencia os desafios enfrentados pela Amazônia durante o período de seca e reforça a necessidade de fiscalização, prevenção e proteção das comunidades afetadas.
0 Comentário(s)