O governo federal anunciou o reforço das operações de combate aos incêndios florestais no Pará, diante do avanço das queimadas que atingem diferentes regiões do estado. As medidas, apresentadas na quinta-feira (22), incluem o envio de aeronaves, a ampliação das equipes de brigadistas e o apoio de forças de segurança. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o território paraense registrou 2.991 focos de calor entre os dias 14 e 20 de outubro, um aumento de 610 ocorrências em relação ao período anterior.
A operação mobiliza 522 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 41 veículos terrestres e 13 aeronaves. Os esforços estão concentrados principalmente na região do Chapadão, entre os municípios de Santarém e Uruará, no oeste paraense. O governo também determinou o reforço da fiscalização ambiental e do monitoramento das áreas mais afetadas.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Pará contabiliza 321 eventos de fogo ativos, distribuídos por 76 municípios. A situação levou 16 cidades a decretarem emergência em razão da estiagem e dos incêndios florestais. As autoridades investigam possíveis ações criminosas relacionadas ao uso irregular do fogo, especialmente em áreas de assentamentos rurais e reservas legais. A Força Nacional de Segurança também foi acionada para apoiar o trabalho dos brigadistas.
A intensificação das queimadas ocorre em um cenário de preocupação com a seca na Amazônia, agravada pela escassez de chuvas associada ao fenômeno El Niño. Para ampliar a capacidade de resposta, o governo encaminhou ao Congresso Nacional uma medida provisória que prevê crédito extraordinário de R$ 300 milhões para ações da Defesa Civil em diferentes regiões do país. Apesar da redução recente do desmatamento na Amazônia, os incêndios continuam representando uma ameaça à biodiversidade, à qualidade do ar e às comunidades que dependem diretamente da floresta.
0 Comentário(s)