Uma paralisação de motoristas e cobradores da antiga empresa Transwolff provocou transtornos no transporte público da Zona Sul de São Paulo na última segunda-feira (19). O movimento atingiu linhas de ônibus administradas pela SPTrans e afetou o deslocamento de aproximadamente 267 mil passageiros. A greve foi encerrada após negociações entre representantes dos trabalhadores, sindicato e empresa municipal.
Os funcionários iniciaram o protesto para cobrar esclarecimentos sobre direitos trabalhistas, especialmente os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contribuições ao INSS e outros encargos. As reivindicações surgiram após o encerramento do contrato da Transwolff com a Prefeitura de São Paulo, motivado por suspeitas de vínculos da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante a paralisação, a Prefeitura acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para atender parte das linhas afetadas. A administração municipal também solicitou reforço policial nas garagens e classificou a greve como ilegal, alegando que não houve a comunicação prévia exigida pela legislação.
A SPTrans afirmou que os salários e benefícios dos trabalhadores estão em dia e informou que os valores relacionados ao FGTS e ao INSS estão sendo depositados judicialmente, enquanto aguardam decisão definitiva. Com o encerramento da mobilização, a expectativa é de normalização do atendimento, embora a situação trabalhista continue dependendo de esclarecimentos e decisões judiciais.
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