Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram, em assembleia eletrônica realizada na segunda-feira (21), a nova proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo banco. Com o resultado, a greve nacional por tempo indeterminado, iniciada em 10 de setembro, foi mantida. A votação ocorreu das 11h às 18h, e a proposta foi recusada por 59,3% dos votos, com 102 bases sindicais contrárias e 30 favoráveis.
O centro do impasse continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta revisada previa elevar a contribuição do titular para 3,7% da remuneração base a partir de 2027, com mensalidades de R$ 560 para dependentes diretos, R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para dependentes mais velhos e pais, além de um teto de contribuição familiar de 9%. O banco também se comprometia a ampliar seu custeio de 6,5% para 9% da folha de pagamento em 2027, sem aumento de alíquota neste ano.
Outros pontos do texto incluíam a redução da coparticipação em consultas de urgência de R$ 150 para R$ 120, isenção de coparticipação em atendimentos de telemedicina e o pagamento de um abono extraordinário de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao cumprimento de metas operacionais já alcançadas no ano. Para as entidades sindicais, as mudanças ainda representam aumento de custo para o trabalhador e abrem caminho para um modelo de financiamento menos favorável aos beneficiários.
A negociação é conduzida pela Contraf-CUT, com participação da Fenae e dos sindicatos regionais. O comando de greve se reuniu na noite de segunda-feira para definir os próximos passos e voltou a se encontrar nesta terça-feira (22). A paralisação afeta o atendimento em agências de todo o país, com impacto sobre serviços presenciais; operações em canais digitais, caixas eletrônicos e casas lotéricas seguem disponíveis.
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