Há 56 anos, em 18 de setembro de 1970, o mundo da música perdia Jimi Hendrix. O guitarrista americano morreu em Londres, aos 27 anos, em decorrência de asfixia após ingerir uma dose excessiva de soníferos. A morte precoce interrompeu uma carreira de impacto profundo: em pouco mais de quatro anos sob os holofotes, Hendrix mudou para sempre a forma como a guitarra elétrica é tocada e ouvida.
Nascido em Seattle, em 1942, Hendrix passou anos como músico de apoio de artistas de rhythm and blues até ser levado para a Inglaterra, em 1966. Lá formou o Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell. O sucesso veio rápido, e o trio lançou três álbuns de estúdio que se tornaram referência: “Are You Experienced” e “Axis: Bold as Love”, ambos de 1967, e o duplo “Electric Ladyland”, de 1968. Canções como “Purple Haze”, “Hey Joe”, “The Wind Cries Mary” e sua versão de “All Along the Watchtower”, de Bob Dylan, estão entre as mais celebradas do rock.
O que tornava Hendrix único era a maneira de explorar o instrumento. Ele usava a microfonia, os pedais de efeito e a alavanca da guitarra como parte da linguagem musical, criando timbres que ninguém tinha ouvido até então. Canhoto, tocava uma guitarra de destro virada ao contrário, e suas apresentações eram tão memoráveis quanto seus discos, como no Festival de Monterey, em 1967, quando ateou fogo à guitarra no palco.
Um dos momentos mais lembrados de sua trajetória aconteceu no Festival de Woodstock, em agosto de 1969. Na manhã de encerramento, diante de um público já reduzido, Hendrix apresentou uma versão distorcida e impactante do hino dos Estados Unidos, “The Star-Spangled Banner”, interpretada por muitos como um comentário sobre a Guerra do Vietnã. Mais de cinco décadas depois, ele segue no topo das listas de maiores guitarristas de todos os tempos e continua influenciando gerações de músicos, do rock ao blues, do funk ao metal.
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