Após três pregões seguidos de desvalorização, o Ibovespa sobe nesta Superquarta de decisões de política monetária nos Estados Unidos, à tarde, e no Brasil, no início da noite. Em Nova York, as bolsas operam com sinais moderados e distintos.
Aqui, depois de iniciar a sessão estável e na mínima em 169.649,37 pontos, o principal indicador da B3 acelerou o ritmo de alta e atingiu máxima alcançou 171.550,48 pontos (+1,12%). A valorização também ocorre em meio ao avanço do petróleo. "É apenas um ajuste técnico", diz Pedro Galdi, analista do AGF, ao justificar o alta do Ibovespa.
"Há um quadro de cautela total no exterior. Tem a decisão do Fed, que deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%, e será preciso ver como virá o comunicado. Ainda há uma 'certa proposta' entre Estados Unidos e Irã", diz Galdi.
As ações da ações da Petrobras operam com indefinição, assim como as da Vale, em dia de vencimento de opções sobre o Índice Bovespa.
Por volta das 11h30, os papéis da estatal cediam entre 0,10% (PN) e -0,58% (ON), enquanto os da mineradora caíam 0,16%. Hoje o minério de ferro fechou em queda de 2,61% em Dalian, na China.
Antes das divulgações sobre juros, investidores receberam o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de abril. O indicador subiu 0,51% em abril ante março. O dado ficou abaixo da mediana de alta de 0,60% das expectativas, o que se alinha ao processo de desaceleração gradual da atividade, reforçando apostas de nova queda de 0,25 ponto porcentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta Superquarta.
Assim como em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), as atenções devem se concentrar mais no comunicado do colegiado do Copom, segundo analistas. Isso porque as expectativas de inflação seguem avançando e estão acima de 4,5%, o teto da meta, enquanto a atividade mostra resistência, o que tende a fazer com que o BC não indique qual será o próximo passo da política monetária.
Ao mesmo tempo, as estimativas para o juro básico seguem se acelerando, com a projeção para 2026 em 13,50% agora, conforme o Focus. "De certa forma, o Copom contratou mais um corte de 0,25 ponto. Vejo mais como uma decisão política. Os juros altos têm destruído empresas e orçamento das famílias", diz Galdi.
Em relação ao Fed, a expectativa é de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, com os mercados financeiros se concentrando, também, no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) e na divulgação do Sumário Trimestral de Projeções Econômicas. Essa será a primeira reunião do indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, Kevin Warsh, à frente do BC norte-americano.
Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,45%, aos 169.648,47 pontos.
Às 11h41 desta quarta, o Índice Bovespa subia 0,97%, aos 171.287,35 pontos.
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