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Importação de Ozempic e similares dispara no Brasil — remédios para emagrecimento viram febre nacional

Importação de Ozempic e similares dispara no Brasil — remédios para emagrecimento viram febre nacional

A corrida pelo emagrecimento colocou o Brasil no mapa global das chamadas "canetas emagrecedoras". A importação de medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida — princípios ativos de produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — disparou nos últimos doze meses, movimentando cifras bilionárias e, em alguns períodos, superando até a entrada de produtos eletrônicos como celulares no volume de compras internacionais.

Originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, esses medicamentos ganharam enorme popularidade pelo efeito colateral que virou seu principal atrativo: a perda de peso. A promessa de resultados expressivos, impulsionada por relatos nas redes sociais e pela adesão de celebridades, transformou a categoria em fenômeno cultural e comercial, com filas de espera em farmácias e forte procura por versões importadas e mais baratas.

O crescimento acelerado, porém, acende alertas entre especialistas. Endocrinologistas reforçam que se trata de medicamentos de uso contínuo, com contraindicações e efeitos adversos, e que a automedicação ou o uso sem acompanhamento profissional podem ser perigosos. A facilidade de importação e a busca por atalhos para a perda de peso preocupam entidades médicas, que pedem cautela.

Para 2026, o mercado deve ganhar novos capítulos, com a expectativa de chegada de versões em comprimido e de genéricos ao país, o que tende a ampliar ainda mais o acesso — e o debate sobre uso responsável. Enquanto a demanda não dá sinais de desaceleração, a "febre do emagrecimento" segue como um dos temas mais quentes da saúde brasileira.

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