O líder oposicionista indiano Rahul Gandhi foi detido brevemente pela polícia nesta quarta-feira (7) durante um protesto contra o chefe da Comissão Eleitoral da Índia, em meio à escalada de manifestações contra uma revisão controversa das listas de eleitores que teria removido mais de 130 milhões de pessoas.
Gandhi e outros parlamentares da oposição foram impedidos de seguir em marcha rumo a Jantar Mantar, área designada para protestos na capital. Uma transmissão ao vivo no YouTube do Partido do Congresso mostrou policiais colocando Gandhi em um veículo e levando-o embora. Ele foi liberado posteriormente. Foi a segunda detenção dele em dois dias.
Autoridades também detiveram outros parlamentares e manifestantes, que igualmente foram liberados.
A oposição exige a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, e acusa o órgão de manipular registros de eleitores para beneficiar o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, o Bharatiya Janata Party (BJP). A Comissão Eleitoral e o governo negam as acusações.
Os protestos fazem parte de uma campanha mais ampla de partidos de oposição, grupos estudantis e do movimento jovem "Cockroach" contra a iniciativa nacional da Comissão Eleitoral conhecida como Revisão Especial Intensiva. O programa começou no ano passado no Estado de Bihar, no leste, antes de eleições locais, e desde então foi ampliado para a maior parte dos estados e territórios administrados pelo governo federal.
Milhões de pessoas recorreram das exclusões. Partidos e grupos de protesto pedem a suspensão da revisão e a reinclusão dos nomes que consideram removidos indevidamente. Eles alegam que a medida teria afetado de forma desproporcional eleitores favoráveis à oposição, enquanto preservaria ou incluiria votantes mais propensos a apoiar Modi.
O BJP e a Comissão Eleitoral dizem que a revisão não tem motivação política e que busca eliminar registros duplicados e pessoas inelegíveis, garantindo que eleitores aptos permaneçam cadastrados.
A crise adiciona um novo desafio político a Modi, poucos meses depois de manifestações lideradas pelo movimento "Cockroach" terem levado o ministro da Educação a renunciar, em meio a denúncias de vazamento de provas. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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