IPCA sobe 0,82% em setembro, pressionado pela energia elétrica, e inflação acumulada chega a 4,58%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, acima das projeções do mercado financeiro, que giravam entre 0,60% e 0,73%. Foi a maior variação mensal desde março. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, enquanto a do ano soma 3,95%.
O índice em 12 meses ficou ligeiramente acima do teto de 4,5% do sistema de metas, cujo centro é de 3%. O encerramento do Bônus de Itaipu, crédito que havia aliviado as contas de luz em agosto, foi determinante para a aceleração dos preços no mês.
A energia elétrica residencial subiu 7,98% e exerceu a maior pressão individual sobre o custo de vida, levando o grupo Habitação a avançar 2,31%. O resultado aumenta a atenção sobre as próximas decisões do Banco Central, já que uma inflação mais resistente pode reduzir o espaço para cortes na taxa básica de juros.
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