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Diário de Notícias

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Irã captura drone submarino dos EUA em Ormuz; Pentágono confirma perda

O Irã anunciou nesta semana a captura de um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou ter "encurralado" um dos submarinos autônomos mais modernos do arsenal americano, em episódio que rapidamente ganhou destaque nas agências internacionais e acrescentou mais um ponto de atrito a uma região já bastante tensa.

O equipamento em questão seria um Dive-LD, veículo autônomo fabricado pela empresa californiana Anduril. Com cerca de seis metros, ele é usado em missões de contraminagem, mapeamento do leito marinho, coleta de informações e inspeção de infraestrutura submarina. Segundo dados públicos do fabricante, cada unidade custa aproximadamente US$ 2,5 milhões, pode operar por até dez dias sem reabastecimento e mergulhar a milhares de metros de profundidade. A Anduril não quis comentar o caso.

As versões, porém, não coincidem. Um porta-voz do Pentágono confirmou que o drone foi perdido, mas apresentou um enquadramento bem diferente do iraniano: segundo a versão americana, o equipamento havia apresentado uma falha mais de um dia antes do anúncio, era um modelo antigo e não coletava dados sensíveis nem carregava sonares ou radares classificados. Ou seja, Washington não contesta a perda em si, mas rejeita a ideia de uma captura bem-sucedida de tecnologia de ponta. Agências internacionais registraram que não foi possível verificar de forma independente as alegações iranianas, e o Pentágono não respondeu diretamente a elas.

O episódio se soma a um momento particularmente delicado no Golfo Pérsico, com ataques cruzados e uma escalada militar que já se reflete nos mercados de energia — o barril de petróleo voltou a flertar com os US$ 100 nos últimos dias. O Estreito de Ormuz, corredor estreito e estratégico por onde passa parte relevante do petróleo transportado por mar no mundo, historicamente funciona como termômetro dessas tensões. Até o momento, não há indicação de que o caso do drone deva provocar retaliação militar direta, mas ele reforça o clima de desconfiança entre os dois países.

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