A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta sexta-feira (18) um ataque ao petroleiro Trend, de bandeira do Togo, no Estreito de Ormuz. Segundo o comandante Ali Ozmaei, a embarcação tentou atravessar “ilegalmente” a passagem e foi “atingida e parada após um incêndio”. Teerã também acusou os Estados Unidos de terem incentivado a travessia.
A agência britânica de operações marítimas UKMTO confirmou que um navio foi atingido por um projétil na região, o que provocou um incêndio depois controlado. De acordo com os relatos, todos os tripulantes estão em segurança e não há registro de vítimas. A UKMTO, porém, não identificou oficialmente a embarcação, e as autoridades marítimas não confirmaram se o episódio relatado é o mesmo reivindicado pelo Irã. A agência também registrou outro incidente de segurança a cerca de 30 km de Khasab, em Omã.
O Irã mantém restrições à navegação no estreito desde fevereiro, em meio ao conflito com os Estados Unidos, e passou a exigir autorização para a travessia. Washington rejeita qualquer controle unilateral sobre uma rota internacional. O efeito sobre o tráfego é visível: na quinta-feira (17), apenas quatro embarcações cruzaram o estreito, contra uma média de 16 por dia.
Localizado entre o Irã e a Península Arábica, o Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e é uma das rotas mais importantes do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Por isso, tensões na região costumam ser acompanhadas de perto pelos mercados de energia e pelas empresas de transporte marítimo, que avaliam riscos, custos de seguro e rotas alternativas.
0 Comentário(s)